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Em reunião, Dom Lucena discute novos rumos para as obras de restauro da Matriz de Goiana



Na manhã do dia 21 de junho, quinta-feira, o bispo diocesano Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena esteve com técnicos e advogados para definir novos rumos para as obras de restauro da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, em Goiana (PE), que é tombada pelo IPHAN como Patrimônio Histórico Nacional desde 1938.


A reunião aconteceu, às 09h, no Centro Diocesano de Pastoral (CDP), em Carpina (PE), e contou com a presença da Historiadora Sandra Maria de Deus Ishigami; do Arquiteto Carlos Ishigami; do Contador Jailson Gomes Galdino; do Juiz Federal Dr. Edvaldo Batista da Silva Júnior (diácono permanente da Diocese de Nazaré) e dos advogados Dr. Gilberto Roberto de Lima Júnior, Dr. Francisco das Chagas Teixeira de Araújo, Dr. Henrique Alves de Melo. Participaram, também, o pároco da Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Goiana-PE, Pe. José Edson Alexandre Ferreira, e o vigário paroquial, Pe. Magno Anacleto da Silva.

O objetivo foi traçar metas para o andamento do atual projeto, referente à Restauração dos Bens Móveis e Integrados e Obra Civil da Igreja Matriz do Rosário de Goiana. Essa etapa é uma continuidade dos trabalhos de restauro que já vêm acontecendo desde 2006, em função de alguns problemas de ordem estrutural e de madeiramento. Conforme o novo projeto, aprovado em setembro de 2017, a Diocese de Nazaré está autorizada a captar recursos, mediante doações ou patrocínios, para a execução das obras.

Durante a conversa, foram apontados os principais desafios e as medidas urgentes a serem tomadas para prosseguir com os trabalhos de restauração. Dom Lucena expressou seu descontentamento sobre a situação da Matriz de Goiana, que há anos está de portas fechadas, e revelou ânimo e pressa diante dos empenhos para a reabertura da Igreja do Rosário.


A Matriz de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Brancos está localizada na Avenida Marechal Deodoro da Fonseca. Datada do séc. XVIII, a igreja foi construída pela Irmandade de Nossa Senhora dos Homens Brancos. Esta instituição era formada por senhores de engenho, e como tais, trataram de transferir a grandiosidade de suas posses e sua posição social neste templo. Seu altar-mor remete ao altar do mosteiro beneditino de Tibães, em Portugal. Sua estrutura e fachada mostram traços barrocos. A decoração consta de altares com imagens de mestres artesãos brasileiros dos séculos XVII e XVIII, destacando-se as imagens de Nossa Senhora do Rosário, São Joaquim, São José, Senhor Morto e São Miguel. Além de ricas imagens, há no templo duas pinturas: a primeira, no altar do Santíssimo Sacramento, reproduz a cena da Última Ceia; e a segunda, representando a crucificação do Salvador, em nicho do altar da capela-mor.


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