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Tapetes de rua e celebração de Corpus Christi na Diocese de Nazaré


A celebração de Corpus Christi acontece sempre na quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade. A solenidade é composta de Missa, seguida de procissão com Jesus Eucarístico, que recorda a peregrinação do povo de Deus, em busca da Terra Prometida.

Neste ano, a festa – comemorada no próximo dia 31 de maio – será ainda mais especial por ocasião do centenário de criação da Diocese de Nazaré e dos preparativos para o I Congresso Eucarístico Diocesano, a ser realizado no período de 02 a 04 de agosto de 2018. Uma grande manifestação pública de fé desta Igreja Particular no jubileu dos seus “100 Anos de Vida e Missão”.


A programação do dia de Corpus Christi na Catedral Imaculada Conceição, em Nazaré da Mata (PE), começa às 17h, com a coração de Nossa Senhora, seguida da Santa Missa, presidida pelo bispo diocesano Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, e a posterior procissão com o Santíssimo Sacramento pelas principais ruas e avenidas da cidade. Um tapete, montado no percurso da Igreja do Bom Jesus até a Catedral, servirá de “passarela” para a passagem do Corpo e Sangue de Cristo.

Tapetes de rua

Jovens, movimentos, pastorais e serviços confeccionarão, na quinta-feira de Corpus Christi, tapetes em toda a avenida que liga a Igreja do Bom Jesus à Igreja Catedral, em Nazaré da Mata (PE), para a tradicional procissão do Santíssimo Sacramento. Serão feitos desenhos, relativos à temática religiosa, que abordarão especialmente o Ano do Laicato, o I Congresso Eucarístico Diocesano e o centenário de criação da Igreja de Nazaré.


A tradição de confeccionar tapetes de rua no dia de Corpus Christi acontece em muitas cidades do nosso país. Essa manifestação da fé popular, que une arte e religiosidade, também é bastante comum nas diversas paróquias da Diocese de Nazaré. Movimentos, pastorais, comunidades, escolas e instituições públicas e comerciais unem-se numa ação que faz referência aos símbolos eucarísticos e às mais diversas expressões da atuação evangelizadora na Igreja.

A montagem dos tapetes é realizada nas proximidades da Igreja Matriz. Serragem, pó de café, sal grosso, farinha, areia, tampinhas de garrafa, flores, folhas e outros materiais enfeitam de formas, cores e criatividade o local por onde passa a procissão com o Santíssimo Sacramento. Essa tradição chegou ao Brasil colonial por meio dos imigrantes açorianos, oriundos do arquipélago dos Açores, em Portugal.

Origem da festa

A solenidade teve sua origem no séc. XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, quando a freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258) começou a ter visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia que o mistério Eucarístico fosse celebrado, com grande honra, numa festa litúrgica anual.

Certo dia, ocorreu que o padre Pedro de Praga, da Boêmia, presidia uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, quando começaram a cair gotas de sangue da hóstia consagrada no corporal. Contam que o fato aconteceu porque o sacerdote teria duvidado da real presença de Cristo na Sagrada Eucaristia.

O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde vivia S. Tomás de Aquino, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, pronunciou diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”. Em 1264, o papa Urbano IV expandiu a festa para toda a Igreja. No Brasil, a festa passou a integrar o calendário religioso em 1961.


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