Maria, a mãe catequista que procura formar seguidores e seguidoras do seu Filho

"Querendo Deus, na Sua infinita benignidade e sabedoria, levar a cabo a redenção do mundo, «ao chegar a plenitude dos tempos, enviou Seu Filho, nascido de mulher,... a fim de recebermos a filiação adotiva»” (Gal 4, 4-5). Essa Verdade de fé, colocada claramente pela igreja para os seus fiéis, no início do capítulo XVIII do documento do Concílio Vaticano II (Lumen Gentium), dá-nos a noção da importância de Maria para a história de salvação da humanidade.

Em função disso, nossos olhares para Maria devem ultrapassar o mero devocionismo que, apesar de suas justas homenagens, não são suficientes para chegarmos ao profundo significado da vida e da missão dela. Desde sempre, Maria foi destaque na vida da Igreja.

Um destaque discreto e silencioso, porque a evidência está em Jesus. E para descobrir a importância de Maria o caminho é Jesus. Conhecendo o Filho, os discípulos e discípulas chegarão a vislumbrar a importância da Mãe. Sem tal aproximação (do Filho), ela não passará de um objeto a ser usado para causas particulares.

É preciso fazer o que Jesus manda para conseguir mergulhar no denso mistério mariano. E só a partir de tal imersão no mistério do Cristo será possível compreender Maria não apenas como objeto de aplausos, mas como catequista, que indica, pelo seu silêncio e suas ações, o verdadeiro modo de nos relacionarmos com Deus. Ela é a mãe catequista que procura formar os seguidores e seguidoras do seu filho, a fim de que tenham uma boa relação com o Pai, no Filho, pelo Espírito Santo.

Neste mês dedicado a Virgem Maria, olhemos para ela, para seus gestos e suas pouquíssimas palavras – e não precisaria falar mais nada, porque já dissera tudo –, e entenderemos o que Deus espera de nós neste momento de grandes avanços e, ao mesmo tempo, de grandes dúvidas e selvagerias humanas. Maria, modelo de humanidade, tem muito a nos ensinar; e nós, muito a aprender, para não deixarmos cair por terra a missão que o Senhor achou por bem nos confiar.

                                           

                                           Por Pe. Aluísio Ramos

                                          (Paróquia de São Vicente Férrer)

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